Terça-feira, 31.05.11

Num momento de enorme inspiração... escrevi isto! Nada de especial, é só um mini texto/desabafo :$

 

Querida saudade,

 

Porque existes? Porque me atormentas? Porque fazes de mim uma gata borralheira se eu poderia muito bem ser a Cinderela? Porquê? Porque não entendes que me magoas? Pára por favor.

Só queria que parasses. Porque por tua causa, vem tristeza, vem mágoa, vem tudo.

Só queria que te fosses embora de mim. Que nem sequer existisses. Desaparece! Pára de fazer de mim tua escrava.

Só queria que soubesses que eu já nem aguento mais com a tua presença. Consegues destruir-me mais depressa do que uma bomba atómica. Vai-te embora saudade.

E por favor… Não te atrevas a voltar.


Hoje sinto-me Inspirada!!
Por aqui ouve-se Silêncio...
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Quinta-feira, 03.03.11

Corri em direcção á luz. Corri. Mas não consegui, mais uma vez. A luz desvaneceu-se e eu caí no chão duro e frio que antes suportava os meus pés. Olhei o céu. Era negro como o meu cabelo que com a brisa do vento esvoaçava sobre as minhas costas. Procurei estrelas no céu. Mas não as vi. A lua caira comigo. E eu estava perdida. Procurei alguém. Procurei um sinal, mas nada alcancei. Apenas um flashback de memórias que o vento, que agora me batia no rosto, apagaria apenas com um sopro. Fechei os olhos. Com força. Procurando, assim que acordasse, sair daquele pesadelo. Mas quando os abri, a escuridão afundou-me num buraco ainda mais negro pesado e frio. Tentei levantar-me. Tentei erguer aquela rapariga que supostamente era forte. E quando consegui, caí com um sopro. Mas desta vez, caí para sempre. Caí para nunca mais me levantar.

 

*Ficção*


Hoje sinto-me Não sei...
Por aqui ouve-se Pink Floyd - Another brick in the wall
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By Inyy* às 21:16 | link do post | Say something ♥

Quinta-feira, 10.02.11

 

Os meus pés deixavam marcas na areia molhada da praia enquanto caminhava sobre ela. As marcas eram rapidamente apagadas pelas ondas que vinham e recuavam. O mar molhava-me os pés e passava-me pelos tornozelos, gelando os meus frágeis ossos. Andei até ao fim da praia, regressei e fui novamente. Quando vinha na segunda volta, parei e sentei-me na areia molhada levando com ondas que me molhavam até ao meu ventre.

Subitamente, uma enorme onda puxou-me. Senti o meu corpo ceder perante aquela força da natureza e deixei-me ir. Fui torturada pela areia que o mar me mandava e pela água que me fazia engolir. Tentei abrir os olhos, mas fui parva, pois a água feriu os meus olhos deixando-me ainda mais fraca e sem capacidades de continuar. Tentei libertar-me daquelas ondas mas não consegui. Ao fazer tamanha força para me libertar, a minha cabeça embateu numa rocha pontiaguda que me transportou para um sono... profundo.

 

Quando acordei, estava deitada sobre a areia. Fiz deslizar as minhas mãos sobre a minha roupa. Estavam pouco molhadas, quase secas na verdade. Depois, as minhas mãos foram até ao meu cabelo que estava ensopado de areia. A minha cabeça doía. A minha respiração permanecia ofegante, como se não conseguisse respirar. Mal consegui abrir os olhos. Mas quando os abri senti uma brisa passando pelo meu corpo, dando um breve arrepio da cabeça aos pés. Levantei-me. Quase caí. Mas num instante e não sei porquê, a minha força tinha voltado. E continuei a caminhar sobre a areia da praia molhada.

 

*ficção*


Hoje sinto-me Inspirada
Por aqui ouve-se Metric - Sick Muse
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Segunda-feira, 31.01.11

Simplesmente estou triste.

Não consigo sorrir. Eu quero tanto que isto pare! É só azar, azar, azar e mais... azar! -.-

Estou farta -.-

 

Simplesmente quero que as dores de barriga, as dores de cabeça parem!! Mas não... -.-

 

E esquecendo esta treta... fica aqui o texto que vos prometi! Não está grande coisa, está muito estúpido e sem originalidade -.-

 

 

No meu quarto negro, o único som que se ouvia era a perfeição da chuva a cair sobre o meu telhado. Segui em direcção á janela e com apenas um olhar observei a chuva. Olhei a rua e vi a chuva a cair sobre o chão da minha varanda.

Abri a janela e saí lá para fora. A chuva teimava em cair. Eu teimava em ficar na varanda. A chuva caia, molhando a roupa que tinha vestido e o meu corpo.

Fechei os olhos e vi a simplicidade. Vi a perfeição.

Naquele prado verde coberto de flores de todas as formas, cores e feitios encontrava-se a calma. O sol, trespassando uma nuvem, queimava a minha pele. E a chuva continuava a cair intensamente, molhando o meu rosto e o meu cabelo. Um maravilhoso arco-íris, estendeu-se sobre o prado.

- Onde estou? - as minhas palavras, rasgaram-me a boca e pairaram no ar. Não havia uma única resposta.

Subitamente, um individuo apareceu tocando-me nas costas suavemente.

- Estás no céu.

- Não acredito – respondi rapidamente sem pensar.

- Estás no céu - repetiu - como podes não acreditar? Não confias nas palavras de um anjo?

- Anjo? Nem sei se hei-de acreditar nas palavras de um desconhecido - disse novamente sem pensar. Pensei como haveria de fugir dele. E pensei mais rápido do que aquilo que esperava pensar. Fugir. Corri em direcção do prado verde que nunca mais tinha fim e quando dei por mim, voava pelo ar em direcção ao chão macio coberto de relva. Tropeçara numa pedra. Cai no chão. Olhei para o meu joelho. E por incrível que pareça, ele não sangrava. Eu nem senti dor quando cai. Olhei para trás e não vi o anjo que me falava ainda á pouco.

- Anjo?

Nada. Apenas um enorme vazio.

- ANJO!? – Berrei.

Nada.

Corri para o vazio que se deparava em frente aos meus olhos. Desaparecera.

- Não gozes comigo anjo… vi-te muito bem. Sei que ainda aí estás… isto é… se eras mesmo um anjo… Não tinhas asas…

- Não… - parou de falar. Olhou para mim e recomeçou - Não são precisas asas para ser um anjo – e desapareceu. Corri contra nada.

- Anjo! Por amor de deus! Não brinques comigo! O que queres dizer com isso das asas?

De repente, apenas a voz dele ecoou nos meus ouvidos.

- O que pretendo dizer, é que…

E deixei de ouvir a voz.

Acordei sobressaltada na cama do meu quarto. Olhei á volta. Procurei-o com o meu olhar. Mas nada. Ele desaparecera num profundo sussurro.

A questão era: existem anjos sem asas? Acho que sim…


Hoje sinto-me Cansada -.-
Por aqui ouve-se Still loving you - scorpions
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Domingo, 14.11.10

Ás vezes, só me apetece fugir. Para bem longe daqui. Há sempre um obstáculo. Há sempre algo que se põe no meu caminho. Porque é que nada é tão fácil como respirar? Porque simplesmente não existe nada fácil. Tudo é dificil. Até mesmo falar. Tudo é dificil. Desejava que tudo fosse fácil. Mas nem tudo pode ser como queremos.

 

Jessica, observava a rua atentamente, procurando algum sinal dele. Mas nada. Naquele dia o sol batia com força na janela do seu quarto. E nem aquele calor aquecia Jessie. O seu sol partira. Jamais voltaria. Nada a aquecia... apenas as lágrimas que lhe escorriam pelo rosto. Ela estava completamente sozinha. Faltava-lhe a luz dos seus dias. A luz que a guiava. Ela queria-o. Mas ele não voltaria. Jamais.

Jessie, tentara esquecer aquela noite horrivel. Mas não conseguia. Cada vez que respirava, lembrava-se do que acontecera. Era impossível não se lembrar. Jake e Jessica passeavam até que começaram a discutir por 1 motivo que Jessie já nem se lembrava. E sem previsão, Jake atravessou a rua onde foi atropelado. Jessie, sente-se culpada. Nunca mais verá o seu sol. Perdeu-o. Simplesmente ele nunca vai voltar. Nunca.

Jessie, saltou a janela e correu pelo prado sem vida onde escorregou, caiu e se deixou ficar, como se estivesse morta. Ela de facto estava morta. Respirava, mas por dentro estava a desfalecer aos poucos. Estava a morrer.

 

O sol foi-se embora. As nuvens chegaram. Mas contra as nuvens nós conseguimos lutar. Não somos tão fortes contra um Eclipse. Quando se está sozinha, morta por dentro e sem o Sol que nos aquece todos os dias, não. Não conseguimos.

 

*Ficção*


[ Não sei o que me deu para escrever isto... estava inspirada :$$ ]


Hoje sinto-me Inspirada
Por aqui ouve-se Metric - Eclipse (All Yours)
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By Inyy* às 00:48 | link do post | Say something ♥

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